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Ministro defende parceria com Israel e nova política comercial com a China



Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, afirmou que antes do presidente Jair Bolsonaro assumir, o Brasil simplesmente cedia ao país asiático

Por Estadão Conteúdo / Canal Rural

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A aproximação entre Brasil e Israel é alvo de críticas de países árabes e causou certo temor nos exportadores brasileiros, que receiam perda de mercado, especialmente no segmento de proteína animal. Mas, em reunião com conselheiros da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira, dia 8, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu a parceria.
“Não há nenhum indício que aproximação resulte em perdas comerciais com países árabes”, afirmou o chanceler. Para ele, estabelecer uma parceria com Israel não significa deixar de lado os países árabes. Ele citou, por exemplo, que está em conversas com fundos de investimento dos Emirados Árabes e que este país quer intermediar a aproximação comercial do Brasil com a Índia.

Novo modelo de relação comercial
Nesta segunda-feira, o chanceler criticou a política comercial brasileira em relação às China antes da chegada de Jair Bolsonaro ao poder. Na visão dele, o país tem de “negociar com a China, e não ceder em todos os pontos”, como anteriormente ocorria. “Antes, a China jogava xadrez e a gente damas. Nós desejamos ter estratégia agora”, declarou o ministro.

De acordo com o Araújo, o Itamaraty está trabalhando para exportar para a China produtos de maior valor agregado. Araújo ressaltou que uma missão brasileira, chefiada por Bolsonaro, vai à China para tratar da aproximação comercial dos dois países.